Vinícius Moura
Domingo, 29/05/2011 10h30
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Vinícius Moura
Última atualização em Dom, 29 de Maio de 2011 10:34
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Houve uma época que havia uma interrogação no futebol, jogar bonito ou ser campeão? Como se as duas coisas não fossem possíveis. Quem pensou assim não deve ter visto nem vídeos de times como o Santos de Pelé, o Benfica de Eusébio, o Ajax de Cruyff, a seleção de 70, o Real de Di Stéfano e Puskas, para não citar outros tantos. Mesmo aqueles que acreditavam na frase e que tenham acompanhado alguma dessas equipes, diziam que no futebol atual isto seria impossível, porquê no futebol de hoje o que vale “é marcação”, talvez baseado na Seleção de 82.

Doce engano... Futebol é marcação mais ofensividade, toque de bola, drible e o principal, espetáculo. Só uma equipe no mundo reúne tudo isto. É o Barcelona mais fantástico da história comandado por um argentino franzino e alheio a polêmicas fora de campo. Messi é genial. Não gosto de fazer comparações, mas este garoto de 23 anos está na história como um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Ele não precisa ser melhor que Maradona porque ele é Messi.

Na final contra o Manchester Utd foi um espetáculo do Barcelona como nunca havia se visto, pelo ou menos nos últimos anos, em uma final de Liga dos Campeões. Como disse o brilhante jornalista Juca Kfouri, “ainda bem que Rooney empatou o jogo para que pudéssemos nos deliciar com o brilhantismo de Messi”.

Mas o melhor time do mundo não tem apenas o melhor jogador do mundo. Tem vários pratas da casa que estão na história como um dos melhores futebolistas espanhóis de todos os tempos como Xavi, Iniesta, Pique, Villa, Puyol e tantos outros.

Aqueles chatos que gostam de ver o futebol atual como sempre abaixo do que era praticado antigamente, não devem ter visto a partida de ontem. Você que se deparou com este futebol do Barça por algum momento, saiba que você viu uma equipe que já entrou na história como uma das maiores de todos os tempos.

Estava me esquecendo de um ditado chato nos últimos anos. “Mas o Messi não joga pela Argentina como joga no Barcelona”. É verdade sim, não que ele jogue mal com a camisa azul-celeste, só não tem o mesmo brilhantismo que no seu clube. Isto é normal. Aconteceu com alguns dos maiores jogadores de todos os tempos. E mais, como já foi dito para Zico por não ter ganhado uma Copa, “azar da Argentina que não viu o verdadeiro Messi”.

 

 
Terça, 17/05/2011 10h08
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Vinícius Moura
Última atualização em Ter, 17 de Maio de 2011 10:23
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Desde que chegou ao Atlético em 2008 o atacante Marcão é um personagem folclórico tanto pelos seus gols quanto pela sua humildade ,característica esta que passa longe de muitos futebolístas. O jogador que quando começou a sua carreira não tinha dinheiro para comprar seu próprio material, conseguiu na disputa do Campeonato Baiano pelo Ipitanga projeção nacional e, depois de alguns testes, logo foi incorporado ao elenco rubro-negro.

Marcão sempre foi notícia pelos gols marcados e pela forma simples de agir no dia-dia. Quando morava no CCT do Urias Magalhães, o atacante andava de bicicleta pela cidade, pois mesmo que juntasse um bom dinheiro, não estava habilitado para poder assumir a direção de um automóvel.

Com o tempo o artilheiro da Série C em 2008 amadureceu. Dentro de campo, nosso personagem começou a ter uma maior regularidade de boas atuações ao mesmo tempo em que o Atlético GO subia de produção e também de divisões no Campeonato Brasileiro. Marcão começou a aperfeiçoar os fundamentos, finalizações e também o uso dos braços na disputa de uma jogada, fato este que sempre era alertado por Renê Simões.

O atacante não é craque, mas pela sobra de transpiração, vontade, garra aliada a técnica resulta em jogador que sempre dá trabalho as defesas seja com a bola ou mesmo sem ela. No Campeonato Goiano desta temporada Marcão conseguiu a regularidade que ele mesmo sempre disse que buscava. O que lhe resta ainda é manter esta mesma série de boas atuações no Brasileiro da Série A e não chegar, mais uma vez, a condição de reserva, como no ano passado.

Já tive a oportunidade no último post de dizer que o Márcio era para mim a fera do goianão 2011, o que não tira em nenhum momento os méritos da conquista deste baiano com um jeito manso de mineiro e com um bom “sotaque” goiano. Fora de campo Marcão também evoluiu. Consegue agora melhor se relacionar com imprensa e torcedores, além de ter tirado a Carteira Nacional de Habilitação no ano passado.

Quanta ironia do destino. Aquele jogador que sempre foi notícia por conta de um automóvel, seja pela falta da CNH, por andar de bicicleta, ou até mesmo por dizer que era um “piloto de fuga”, ganha um carro da Rádio 730 e da Barbosa Automóveis. Marcão não ganha este prêmio pela sua simplicidade e sim pelo seu bom futebol este ano. O meu pedido para o também artilheiro do goianão 2011 é que continue com esta pureza e humildade em um meio tão sujo e tão injusto como é o futebol.  

Parabéns Marcão!

 

 

 
Segunda, 16/05/2011 18h11
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Vinícius Moura
Última atualização em Seg, 16 de Maio de 2011 18:45
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O Atlético Goianiense conquistou pela primeira vez na sua história o bi-campeonato goiano. Esta é mais uma marca de um clube que nos últimos seis anos foi o que mais cresceu no Brasil, sem nenhuma demagogia.

No primeiro turno da fase de classificação e nas primeiras rodadas do segundo turno, o Atlético sobrou, tanto que mesmo perdendo quatro partidas consecutivas alcançou a primeira colocação. Para que conseguisse chegar na fase semifinal com as mesmas condições as quais começou o ano, o clube precisou passar por uma mudança na sua comissão técnica que para muitos, inclusive para mim, não foi bem entendida na época.

Paulo César Gusmão deu caráter de maior marcação à equipe ao permitir que o adversário tivesse saída de jogo, mas que na sequência era surpreendido pelo rápido contra-ataque, estilo que ficou claro no primeiro jogo da semifinal contra a Anapolina e nos primeiros minutos do último jogo do campeonato.

Este é um estilo que deve ser repetido no Campeonato Brasileiro até mesmo pela força dos adversários que o Atlético irá enfrentar. Coerente para um clube que ainda tenta refazer seu nome no cenário nacional ao ter como meta inicial a permanência na primeira divisão.

Márcio foi decisivo nas duas partidas finais. O goleiro fez várias defesas que impediram a equipe do Goiás retirar a vantagem rubro-negra. Apesar de não ter feito grandes jogos na fase de classificação, até mesmo pela fraqueza dos adversários, o capitão rubro-negro foi no contraponto de alguns jogadores do seu time ao demonstrar tranqüilidade e calma mesmo quando o adversário era melhor.

Marcão foi artilheiro do campeonato e ao lado de Felipe Amorim formou o melhor ataque da competição. O jogador foi muito abaixo na partida final do campeonato e ainda precisa evoluir na parte técnica para ser considerado o melhor jogador de um campeonato como o goiano.

O título para o Atlético não pode significar que este é o time certo para o campeonato brasileiro. No mínimo cinco contratações o clube precisa para formar um time competitivo, principalmente jogadores para a defesa: dois zagueiros e dois laterais.

   

GOIÁS APRESENTA FELIPE AMORIM E ROBERT PARA A SÉRIE B 

Sem dinheiro o Goiás teve que recorrer às categorias de base para formar a equipe para o campeonato goiano e acabou lançando nomes como Robert e Felipe Amorim. A mesma obrigação que o Atlético tem para contratar o time esmeraldino também tem. O principal reforço para a Série B é manutenção do técnico Arthur Neto, pois além de bom técnico, este é o melhor nome no clube para contratar jogadores que estejam no padrão técnico de uma competição nacional e ainda estar no patamar salarial.

    

MEU TIME DO GOIANÂO 2011

Goleiro: Márcio (Atlético GO)

Zagueiros: Bem-Hur (Anapolina) e Rafael Toloí (Goiás)

Laterais: Gilberto Matuto (Anapolina) e Jorge Henrique (Vila Nova)

Volantes: Agenor (Atlético) e Carlos Alberto (Goiás)

Meias: Felipe Brisola (Anapolina) e Paulo César (Vila Nova)

Atacantes: Felipe Amorim (Goiás) e Marcão (Atlético)

 

Melhor jogador: Márcio

Revelação: Felipe Amorim

Melhor árbitro: Eduardo Tomaz

 

 
Segunda, 09/05/2011 11h30
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Vinícius Moura
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Foi um Atlético irreconhecível no estádio Serra Dourada no primeiro jogo da final contra o Goiás. A equipe só conseguiu o seu primeiro empate na temporada devido às belas defesas do goleiro Márcio no primeiro e segundo tempo e mais uma vez o time rubro-negro sofreu com a bola aérea na sua defesa.

Pelo lado do Goiás mais uma vez grande destaque para o atacante Felipe Amorim. O jogador além de conseguir criar boas oportunidades para o ataque esmeraldino fez o time adversário perder a cabeça com as expulsões de Agenor e Pituca. Aliás, neste quesito descontrole ninguém superou Paulo César Gusmão nas últimas semanas. Duas expulsões em duas partidas, o que pode ocasionar em punição para o treinador na final do campeonato.

Já o árbitro Eduardo Tomaz fez uma boa atuação mais uma vez. Dirigentes e torcedores do Atlético criticaram as expulsões de Pituca e Agenor, entretanto todos os cartões para os dois jogadores foram justo. O presidente do Atlético GO Valdivino José de Oliveira chegou a dizer que o clube pode nem entrar em campo na partida do próximo domingo, algo que, para mim, não existe nenhuma possibilidade de acontecer.

No primeiro jogo da final o Goiás perdeu uma grande chance de retirar a vantagem do Atlético, mas até pelos desfalques que o time rubro-negro terá na segunda partida (Agenor, Pituca, Vitor Júnior e talvez até o atacante Juninho) a briga pelo título estadual está aberta, sem favoritos.

Vale ressaltar a grande diferença entre o público pagante e o presente.Um dos principais motivos para isto é ação dos cambistas na troca de ingressos por notas fiscais, mais um motivo para retirar o torcedor dos estádios. A minha crítica vai também a administração do estádio Serra Dourada que sequer divulga o público presente em jogos no local.

 

 
Quarta, 27/04/2011 18h04
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Vinícius Moura
Última atualização em Qua, 27 de Abril de 2011 21:02
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O confronto entre Barcelona x Real Madrid pela Uefa Champions League nesta quarta, foi um jogo chato até o primeiro gol de Lionel Messi. As duas equipes, seguindo a linha das coletivas de Mourinho e Guardiola ontem, ficaram mais preocupadas na marcação, no combate e em provocar a expulsão do adversário do que propriamente jogar. O nervosismo no intervalo, que gerou a expulsão do goleiro reserva do Barça, Miguel Pinto, apimentou ainda mais a rivalidade entre os jogadores na segunda etapa, até que Pepe, de forma infantil, levanta o pé desproporcionalmente em uma jogada com Daniel Alves e foi expulso. O português que desde os primeiros confrontos era tratado como o marcador ideal de Messi, já não se encontrava mais em campo o que deixou a zaga madrilenha confusa na hora de marcar o melhor do mundo.

Pedro não conseguiu ganhar quase nenhuma de Marcelo na ponta direita do Barça. Mas, quando o holandês Afellay entra em campo, em uma de suas primeiras participações eficientes na nova equipe, deixa Messi em condições de abrir o marcador. Logo depois o argentino carrega a bola em direção ao gol e após passar por cinco adversários marca um golaço. Messi... Foi o tema ao final do jogo e, ainda bem, não foi a arbitragem.

Minha crítica vai ao esquema do português José Mourinho. Três volantes no meio campo, Xabi Alonso, Lass Diarra e Pepe obrigou que as jogadas se limitassem as laterais com Ozil e Dí María. Muito pouco para um time do tamanho do Real Madrid esperar o adversário o tempo todo e não ter nem sequer 30% de posse de bola. Este mesmo estilo de jogo já venceu o próprio Barcelona, entretanto está longe de ser ideal para um time com tamanhos recursos.

Messi é gênio e não Mourinho.

O confronto está quase definido. Com o atual estilo de jogo do time de Madrid e a velocidade do contra-ataque catalão deixa bem próximo o confronto na final da UEFA Champions League entre Barcelona x Manchester United.

 
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