Terça, 24/07/2012 14h58
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Valdeci Rodrigues
Última atualização em Terça, 24/07/2012 14:59h
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Há tempos observo o fortalecimento da profissão de sindicalista. O que é pior, ressalvadas as exceções de sempre, é que se trata de um sindicalismo ligado a partidos políticos, especialmente o que agora governa o país, o PT.

Além da condenável partidarização dos sindicatos, enraizou-se a nova categoria profissional. Sejam representantes de que profissão for, eles têm a mesma postura porque são "sindicalistas".

Com o lulopetismo, a situação degringolou-se de vez. Os sindicalistas não só procuram uma "profissão" mais rentável como colocaram essas organizações para defender o indefensável: o roubo de dinheiro do contribuinte.

Exemplo mais eloquente disso é o da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que representa centenas de sindicatos, em favor dos mensaleiros.

A CUT promete mobilizar seu militantes para defender acusados de roubar dinheiro público!!! No maior escândalo da República, o mensalão!!!

Recentemente, estive na posse da nova diretoria da CUT-DF. Depois de vídeos enaltecedores de badernas grevistas, houve um diretor nacional da entidade gritando o arcaico: "Viva o socialismo"!

Observando os sindicatos de perto, é muito mais fácil ainda descobrir porque o indivíduo vira sindicalista profissional. Ganha mais, há os clássicos casos de roubo puro e simples, e ainda tem sensação de poder.

Um sindicalista sente-se no ápice quando consegue fazer uma greve e azucrinar ao máximo a vida da população. A quase pura sensação de poder.

Isso, sem contar a satisfação de poder dialogar com as "autoridades" constituídas.

Hoje, os sindicalistas ajudam no adormecimento de um país inteiro, diante da roubalheira desenfreada, acentuadamente desde que o "companheiro" Lula assumiu seu primeiro mandato, há mais de dez anos.

Eram eles que faziam barulho contra a corrupção. Mas atualmente ficam em silêncio sentindo-se parte do grupo que comanda o Brasil.

E nem vou entrar no mérito da legislação que só permite um sindicato para cada profissão.

Vi sindicatos por dentro. Num deles, uma diretora recebe R$ 15 mil por mês sem sequer precisar comparecer a lugar algum. E num sindicato que congrega servidores de nível médio --- no serviço público, evidentemente.

Ouvi de uma diretora de sindicato que uma disputa pela presidência da instituição, no voto, chegar a custar R$ 1 milhão!!!

Esse dinheiro vem de onde? Adivinhe leitor: boa parte do meu, do seu, do nosso bolso.

Sobre greve --- o quase orgasmo de um sindicalista ---, a leitura é a oposta. Bom sindicalista seria aquele que tivesse jogo de cintura para conseguir vantagens para sua categoria sem punir o cidadão.

E mais um detalhe: a maioria das greves são impostas no tapa. Por isso, é tão comum o piquete, quando os aliados dos sindicatos forçam quem não quer cruzar os braços a entrar na paralisação.

Piquete é para mim a negação do mais elementar direito individual. Como os sindicalista vivem fazendo política, quando decretam uma greve, precisam ameaçar os colegas para obter o sucesso de prejudicar o contribuinte.

E, óbvio, os sindicatos mais fortes são os que representam servidores públicos. Pela escancarada razão de que em empresas privadas os funcionários precisam trabalhar de verdade.

PS: Texto como esse que você leu já me custou um emprego e deverei pagar mais caro ainda por tocar no assunto. Nenhum sindicato vai querer contratar um profissional de comunicação que tenha opinião igual a minha. Para externar essa excrescência, pago o preço que for necessário.

Ia esquecendo-me: um sindicalista profissional ocupou a Presidência da República por dois mandatos e é o ícone do lulopetismo: ele mesmo, o ex-presidente Lula, que já admitiu e agora quer tentar apagar o maior escândalo do País --- o pagamento de propina a parlamentares em troca de votos. O julgamento do caso, descoberto em 2005, está marcado para o início de agosto no Supremo Tribunal Federal (STF)

 

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