Thiago é estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás e repórter da Rádio 730. No blog, o “carro-chefe” será o futebol internacional, com tudo aquilo que for destaque, principalmente no território europeu. Dados, estatísticas, curiosidades e a história dos clubes que fazer história por lá.
A decisão do Grupo A promete e muito. Na mais lógica das hipóteses, a Argentina teria todas as chances de golear e talvez, até terminar a primeira fase como primeira do grupo. Teria. Com o futebol medíocre demonstrado nos dois primeiros jogos, o time de Sérgio Batista está a beira de uma tragédia. E a Copa América corre o risco de perder um dos favoritos ainda na primeira fase se a Argentina não começar a jogar como Argentina.
Argentina x Colombia
Para mim, seria o jogo de maior dificuldade da seleção albiceleste, mas não esperava acompanhar um verdadeiro massacre colombiano. A Argentina, que já tinha ido mal contra a Bolívia, conseguiu uma proeza: jogar pior. Sérgio Batista, em uma loucura (ou seria burrice?), tentou jogar novamente como o Barcelona, mas não parece enxergar que só Messi não basta. Repetiu a mesma escalação do primeiro jogo e deixou no banco talentos como Di Maria, Aguero, Pastore, Higuaín.
A Colombia foi melhor do início ao fim do jogo, mas pecou nas finalizações e fez de Romero, goleiro argentino, o melhor da partida. Se Dayro Moreno não tivesse perdido o gol mais feito dessa Copa América, a situação dos Hermanos seria terrível. Certo é que Batista parece ter aprendido a lição: vai mudar a equipe drasticamente para o jogo da próxima segunda-feira. A intenção é jogar fácil e não jogar em função do melhor do mundo, que só tem decepcionado.
Bolívia x Costa Rica
Jogo de dois tempos distintos. Jogando com três atacantes (Arce, ex-Corinthians, foi titular), a Bolívia tentou ir para cima na primeira etapa e levava perigo sempre que buscava as jogadas na ponta direita. Um time certinho, coeso, mas que ainda sente falta do melhor futebol de Marcelo Moreno, que já fez muitas partidas melhores. A Costa Rica chegou a assustar, mas foi no 2° tempo que dominou completamente as ações.
Claro, muito da superioridade costariquenha se tornou visível após a expulsão dos bolivianos Walter Flores e Ronald Rivero, na metade do segundo tempo. E foi aí que o jogo ficou fácil, com dois gols em jogadas trabalhadas, um pênalti perdido e mais duas bolas na trave em cobranças de falta. Apesar de não ser a principal e sim uma seleção sub-22, a Costa Rica pode engrossar o caldo argentino na próxima segunda-feira. Tem uma seleção rápida, com um atacante habilidoso como Campbell, mas apresenta fragilidades, como o setor esquerdo de marcação.
Lembro que a Colômbia lidera o grupo com quatro pontos, seguido da Costa Rica, com três, a Argentina com dois e a lanterna é a Bolívia, com apenas um ponto. Diante disso, ao caro leitor do blog, deixo meu questionamento: existe alguma chance real da Argentina tropeçar mais uma vez e terminar como última do grupo? Para que isso acontecesse, a Bolívia teria de vencer a Colômbia e a Argentina não vencer a Costa Rica. Opine, palpite, deixe seu comentário.