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Sobre o autor

Rafael Ceciliano é redator e editor de vídeo do Portal 730, jornalista, amante da tecnologia, observador ativo, eterno adolescente e magro de ruim.

Quarta, 28/12/2011 15h41
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Rafael Ceciliano
Última atualização em Quarta, 28/12/2011 15:59h
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Decisivo, histórico e tecnológico. Em resumo, 2011 foi um ano crucial não só para o Brasil que assistiu à queda de ministros diante do poder feminino, presenciou visitas ilustres e recebeu grandes eventos, vivendo e chorando a modernidade batendo à porta. Pelo mundo, vimos crises serem desencadeadas, enlaces positivos na monarquia e negativos no terrorismo, tragédias naturais inesperadas e momentos que fizeram deste ano, um dos mais importantes do século

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Nos bastidores políticos, o segundo semestre de 2011 foi movimentado, principalmente para os ministros do Governo Dilma. Ao todo foram sete quedas; dentre elas a do ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi e do ex-ministro do Esporte, Orlando Silva. No baile de partidos, quem dançou foi Marina Silva, ex-candidata à presidência da República. Após divergências internas, ela anunciou sua saída do PV e não quis nem explicar o porquê. E não é rima, é fato!

Setembro foi de independência para os eleitores de todo o país. Em protesto contra a corrupção, mais de 30 mil brasileiros foram às ruas e mostraram que “pintar a cara” ainda é válido na hora de defender a nação.

Diante de tanta corrupção, a política se mostrou infeliz e abriu espaço para outros fatos negativos. Lembraremos sempre que 2011 foi também o ano da morte de Itamar Franco e da descoberta do câncer do ex-presidente Lula, um cara que mudou a história do quinto maior país do mundo.

Brasil

Explosivo. Assim podemos resumir os últimos seis meses de 2011 pelo Brasil. Em julho, quatro bueiros explodiram no Rio, deixando mistério e feridos. Em setembro, um shopping também correu o risco de explodir. Dessa vez, por estar construído em cima de um lixão. Em outubro, um restaurante localizado no centro do Rio de Janeiro também entrou na lista de explosões. O acidente deixou pelo menos quatro mortos e 16 feridos.

Não e não! Ninguém divide o Pará. Dessa forma, os paranaenses reagiram à divisão do estado. Em um plebiscito ético e limpo, cerca de 66% dos paraenses votaram contra a criação tanto de Tapajós quanto de Carajás. Para a felicidade de alguns brasileiros, o STJ autorizou o casamento gay e quebrou um tabu de séculos.

Para a infelicidade de outro brasileiro, o ano terminou sem luxo: Antônio Francisco Bonfim Lopes, sequer viu o ano terminar. Nem, o traficante mais procurado do Rio foi preso e fez com o que o ano acabasse mais tranquilo para os moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, que a partir de agora estão ocupadas pela polícia.

Mundo, Economia e Tecnologia

A morte do maior inventor do século talvez tenha sido o principal destaque no segundo semestre de 2011. Após reintegrar a empresa que trabalhava, o líder da “Geração i” faleceu aos 56 anos. Steve Jobs, assim como Getúlio Vargas, saiu da vida para entrar na história.

Na economia, a elevação do IPI e o aumento do dólar foram os receies para o abafamento da crise econômica que invadiu os maiores centros do mundo. Enquanto isso, a greve tomou conta dos Correios, dos bancos e fez uma das maiores grifes ser denunciada por trabalho escravo, em pleno século XXI.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, os americanos lembraram os 10 anos do 11/09; na Líbia, as forças revolucionárias comemoraram a captura do ditador Muamar Kadafi e no Oriente, os norte-coreanos choraram a morte de Kim-Jong-Il.
Tanto sofrimento, ascensão, emoção e oscilação fizeram do segundo semestre de 2011 o ano da globalização eminente; o ano do fato no ato, o ano do conto de fadas, onde o Twitter e o Facebook mudaram a forma de visitar os amigos; agora sem sequer sair de casa.

Esporte

Em julho, só se falava de um torneio: A Copa América. Para os brasileiros, o campeonato nem foi tão importante assim. Em uma demonstração de desordem e desunião, a seleção de Mano Menezes foi mal e se despediu logo nas quartas-de-final.

Em agosto, conhecemos (de novo) a espontaneidade e a rapidez de outro esporte, o UFC. Após 13 anos, o evento voltou a ser disputado no Brasil e se consolidou como a segunda paixão nacional.

Daí em diante, nem mesmo o mais falto clube foi páreo para as emoções do Campeonato Brasileiro, nem mesmo Cuba se exaltou aos anseios do Pan-Americano, nem mesmo Messi caiu aos pés de Neymar. O ano terminou consagrado para o Corinthians que conquistou o Brasileirão, para os atletas brasileiros que ficaram em terceiro lugar no quadro de medalhas do Pan e fechou com a aula de futebol do Barça em cima dos meninos da vila.

Para o futebol goiano, nem tudo foi alegria. Em um jogo alfabético, ninguém quis se reencontrar. Assim, o Brasileiro terminou com o Atlético na A, com o Goiás na B e com o Vila na C.

E com tanta movimentação dentro e fora de campo, encerramos o ano com um lema único: "Que façamos da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro; afinal nunca é tarde demais pra começar tudo de novo..."

Feliz 2012!
@RafaelCeciliano

 

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