Rafael Ceciliano é redator e editor de vídeo do Portal 730, jornalista, amante da tecnologia, observador ativo, eterno adolescente e magro de ruim.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, portanto, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. A Constituição Brasileira de 1988 rege que: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, [...] é livre a manifestação do pensamento, é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.”
Ora, se é direito [humano] ser livre, atos de protesto e manifestação de pensamento crítico também são livres. Certo? Errado. Bem, pelo menos não é o que pensa o Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Marco Feliciano. Tudo bem. Você pode achar bizarro e até contraditório um indivíduo que é majoritariamente contra os direitos humanos presidir um grupo que discute os direitos humanos. E é mesmo! Pior ainda seria acreditar que, além disso, ele é pastor e terroristamente contra as minorias.
Isso não sou eu que afirmo. São as próprias teses de Marco Feliciano, o senhor dos direitos humanos. A guerra ativista contra o pastor começou com uma polêmica de dois anos atrás, quando ele usou seu perfil no Twitter para expressar o seguinte pensamento: “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc" [?] O ponto de interrogação serve de crítica para você reler a frase e tentar entender o que liga uma coisa à outra. Eu não encontrei o elo.
Ele não parou por aí. Disse ainda que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição". Resumindo: em dois posts distintos Feliciano causou a ira de ativistas que defendem a causa homossexual e racista. Pronto. Cria-se um imbróglio. Já que do outro lado estão os seus defensores; seguidores e evangélicos que ‘adoram’ repreender essas causas.
Se você ainda acha que tudo não podia piorar. Enganou-se. Ainda pode. A situação de Marco Feliciano na CDH está cada dia mais insustentável. Nesta quarta (27), outro capítulo [ridículo] dessa história causou na mídia. Após serem impedidos de entrar na reunião da comissão, manifestantes, à mando de Feliciano, claro, foram praticamente apedrejados pela segurança local. Um homem, livre perante lei, chamou o pastor de racista. Ele não orou, nem pediu perdão a Deus pelo seu próximo como um pastor normal faria. Mandou prendê-lo, pois “racismo é crime”, disse. Ué pastor, mas o crime não é para quem é racista? Não entendi de novo. Encontrem o elo.
A polêmica é clara. Não há como fugir dela. Sabemos que todos podem acusar e absolver Feliciano de tudo isso. Sabemos que ele pode ou não continuar na Comissão. Sabemos que a história é longa e não acaba aqui. O que Feliciano não sabe, ou talvez não quer saber, é que a liberdade de expressão precisa ser respeitada. Querendo ele, ou não. Afinal democracia é isso. Repreensão, censura e perseguição não fazem parte desse regime. Sinto muito, pastor, mas o senhor está no país errado.
Perto de sancionar (ou não) a distribuição 'responsável' dos royalties do pré-sal, a presidenta da república Dilma Rousseff foi surpreendida por milhares de pessoas, a maior parte delas cariocas, que pedem (incessantes) o veto da presidenta para o projeto. Os manifestantes, liderados por artistas globais, cantores e autoridades locais, alegam que os estados produtores; localizados na área do pré-sal, perderiam muito dinheiro e não seriam valorizados por isso.
Para você entender melhor, a estimativa é que, se sancionada, a lei fará com que o estado do Rio perca, já no próximo ano, aproximadamente R$ 3,4 bilhões em receita com royalties e participações especiais na exploração de petróleo. Até 2020, a perda acumulada chegaria a R$ 77 bilhões.
É justo que esses estados recebam uma arrecadação maior, por estarem vinculados à area de atuação da esfera petrolífera, afinal, gastam com a tecnologia utilizada e com o trabalho de retirada do petróleo. No entanto, não é nenhum pouco sensato querer engolir tudo o que é produzido. Pelo pré-sal estar em uma área nacional, é justo (também) que os demais estados recebam esta receita.
A jornalista Rachel Sheherazade, que apresenta o SBT Brasil, na minha opinião foi muito bem ao se expressar favorável à distribuição dos royalties do petróleo. Acredito, assim como ela, que o Rio de Janeiro não é, nunca foi e tampouco será dono do que o pré-sal produz. Ora, os estados mais necessitados não são produtores e também merecem sua parcela, pois fazem parte do país.
É fácil, para quem nasceu em berço de ouro, como Xuxa, Bochecha e outros "artistas de trio-elétrico", querer a maior parte do queijo. Difícil, é estar com fome e não ter sequer uma fatia dele. O PRÉ-SAL NÃO É CARIOCA, O PRÉ-SAL É BRASILEIRO! SANCIONA DILMA.

Nesta quarta-feira (5), fomos surpreendidos com o resultado do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com os dados do estudo, o Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína, perdendo apenas para os EUA.
Os números foram alvo de intenso debate pela opinião pública nesta véspera de feriado, salvo sua relevância e impacto na mídia. O questionamento, então, é um só: Chegou a hora de pensar em uma política séria de legalização das drogas no Brasil? A meu ver, a resposta também é uma só: Não só chegou como já passou da hora...
As drogas e suas afluências são alguns dos maiores tabus já criados desde o século passado. Quem não se lembra da Era Al Capone, quando a comercialização do álcool era proibida nos Estados Unidos. Naquela época, o tráfico era enorme e só foi anulado depois que a venda foi, enfim, regulamentada. Deu certo! Assim como o tabaco, o álcool é hoje, uma das drogas mais consumidas do mundo, não alimentam o tráfico e ainda giram a economia global.
Claro. Vale ressaltar que ambos são prejudiciais à saúde, mas tão somente a ela. Pensando dessa forma, entra em cena a política de legalização. Pra ser ter uma ideia, atualmente 56,12% dos homicídios no Brasil têm ligação direta com o tráfico e com a criminalidade. Até quando iremos concordar com esses números, haja vista que DROGA NÃO É QUESTÃO DE SEGURANÇA NACIONAL, É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA!! Se o álcool é considerado depressor [diminui a atividade cerebral] e a maconha também, então porque um é legal e o outro não? Estranho? Não. Conservador.
Os questionamentos e contrariedades não param por aí. Inúmeras outras hipóteses favorecem a liberação do uso controlado da Cannabis, pelo menos. O dinheiro gasto pelo governo com a repressão poderia, por exemplo, ser investido em áreas como a saúde; haveria redução significativa da criminalidade; menos usuários seriam presos e sobraria mais espaço nas penitenciárias. Questão de lógica!
Sabemos que o tráfico é inegável e jamais será abolido. Devemos encarar o problema não só como perceptível, mas também como prático, afinal “o número de viciados seria maior, mas vidas e recursos seriam economizados com a legalização”. Ora, o tráfico é contra a legalização. A proibição é uma mina de ouro entregue descaradamente para os bandidos. Ou paramos de gastar milhões em uma política conservadora e ditatorial ou ainda mais inocentes continuarão morrendo nas mãos dos Al Capones brasileiros. De que lado você está?
15 vitórias seguidas. 10 defesas de título. R$ 150 mil a mais na conta. E apenas um mito, um segredo: ser o melhor do mundo. Este é Anderson Silva, o maior sequenciador positivo da história do UFC, o nº 1 de Dana White, que até já fez questão de dizer: “Anderson, é o melhor artista de MMA de todos tempos”.
Além de comprovar tudo isso, os números também revelam que a cada vez que pisa no octógono, Anderson mostra que está ainda melhor, mais forte e preparado para qualquer batalha. Derrota é uma palavra que não está em seu dicionário.
O último capítulo dessa história foi escrito na madrugada deste domingo (8), em Las Vegas, no #UFC148, considerado por White e seus seguidores como ‘a luta do século’. “É 100%, com certeza, o maior evento que fizemos. “É a maior luta da história do UFC”, garantiu.
A luta
Ain't No Sunshine foi a música escolhida por Silva para subir no octógono. Como já era de se esperar, não houve cumprimentos antes do início da luta. Antipático como sempre, Chael Sonnen não fez questão e Silva, rendeu-se aos encantos do americano.
Logo nos primeiros minutos do embate, Chael levou Silva para o chão. Quase sem chances, mas com a experiência dos combates anteriores, o brasileiro recebeu sequências de golpes no rosto e costelas, mas não se esquivou. Manteve a guarda, a calma e conseguiu levar a luta adiante.
O segundo assalto foi rápido. Tentando manter a vitória do round anterior, Chael travou o brasileiro na grade e partindo de um erro ridículo do amigo, Silva mostrou porque é superior. Ao escorregar, uma joelhada no peito e uma série de golpes foram a gota d’água à sua derrota. A 1m55s, Yves Lavigne encerrou a luta por nocaute técnico e manteve o cinturão com Spider, o melhor lutador do século.
“Esse esporte é o melhor esporte do mundo. Ele (Chael) desrespeitou meu país e eu mostrei que o nosso país tem um povo educado. Chael, se você quiser fazer um churrasco lá em casa, eu te convido. Minha mulher vai cozinhar pra gente. Vamos lá.” A frase de Anderson fez com que Chael Sonnen, depois de tantas provocações contra Brasil e brasileiros, tivesse apenas uma reação: CALAR-SE PARA O SEU MAIOR OPONENTE.
RESULTADOS DO UFC 148
“Me sinto sensacional”. Assim Júnior Cigano resumiu sua luta contra o americano Frank Mir, na noite deste sábado (26), em card principal do #UFC146, que aconteceu no MGM Grand, em Las Vegas
Veja vídeos na página oficial do UFC
O desafio não era nada fácil: Manter o cinturão e quebrar o tabu de Mir em cima de Minotauro, uma das maiores lendas da história do UFC e principal mentor de Júnior Cigano, que nem precisou se esforçar muito para manter o seu cinturão.
No primeiro round, por meio de chutes, Frank Mir tentou, sem sucesso, levar o adversário para o chão. Cigano aproveitou a situação para aplicar golpes de linha de cintura, fazendo com que o americano ficasse perdido dentro do octógono. Perto do fim, Cigano mostrou sua especialidade; acertou um direto de direita que desnorteou o americano ainda mais, porém não impediu que o embate terminasse ali.
Recuperado, Frank Mir manteve a defensiva no segundo round e a todo o momento chamou o brasileiro para lutar no chão. Confiante, Cigano não entrou na onda e manteve a guarda. Vendo que seu método seria em vão, Mir se levantou para que o brasileiro pudesse dar um belo direto de direita e derrubá-lo novamente. Sem forças, Frank Mir tentou contornar a luta, mas só viu o adversário socar mais dois golpes, obrigando o árbitro Herb Dean a decretar nocaute técnico (socos) e a vitória do brasileiro na categoria.
Após a vitória, Cigano descreveu a emoção de defender pela primeira vez o seu cinturão. Segundo ele,“é uma sensação maravilhosa. Minotauro é um tremendo lutador, e Mir é um ótimo lutador. Essa luta é entre eles. Eu vim aqui para defender o meu título, e fiz isso. Me surpreendeu o quanto ele consegue aguentar”. Com o resultado, o Brasil ainda detém o cinturão dos pesos pesados e é o país com o maior número de cinturões do UFC (ao lado dos EUA).
RESULTADOS COMPLETOS
Card principal
Card Preliminar (FX)