Educação
Quinta, 02/02/2012 16h47
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Da Redação
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goianesia-alunosUm grupo de alunos do Colégio Estadual Jales Machado realizou passeata pelas ruas de Goianésia, interior do Estado, na manhã desta quinta-feira (2). O objetivo, segundo informações, era apoiar os professores da rede estadual.

Com faixas, cartazes e roupas pretas, aproximadamente 1000 estudantes manifestaram a retirada da titularidade e achatamento de salários dos profissionais. “Valorizar a educação é dever da comunidade. Apoie seu professor não deixando morrer sua titularidade”, dizia uma das faixas.

A reportagem do PORTAL 730 entrou em contato com uma professora da rede. Segundo ela, “em silêncio, os estudantes tocavam música fúnebre”, o que lembrava o principal escopo da reivindicação.

 
Quinta, 02/02/2012 15h29
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Wellington Borges
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Todas as universidades que aderiram ao Programa Universidade para Todos (Prouni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terão que divulgar aos alunos, em comunicados fixados em locais de grande circulação de estudantes, os valores dos encargos mensais para cada curso e turno. A determinação está em portaria publicada na edição desta quinta-feira (2) do Diário Oficial da União.

As informações deverão constar também no site da instituição de ensino superior, que deverá prestar contas de todos os descontos regulares e de caráter coletivo oferecidos, inclusive os concedidos a título de pontualidade ou antecipação do pagamento das mensalidades.
O comunicado terá de informar ainda o teor dessa portaria, o número da Central de Atendimento do MEC (telefone 0800 616161), além dos meios eletrônicos que podem ser consultados pelos alunos.

De acordo com a portaria, será considerado pagamento pontual aquele feito pelo estudante até o último dia do mês fixado pela instituição de ensino superior, inclusive para pagamento com descontos regulares e de caráter coletivo. Todos os alunos deverão ser igualmente regidos pelas normas e regulamentos internos da instituição de ensino, vedado o tratamento discriminatório entre alunos pagantes e beneficiários do Prouni ou do Fies, inclusive quanto à concessão de bolsas de mérito acadêmico, estágios e desconto pontualidade.

Quem não cumprir a determinação estará sujeito à instauração de processo administrativo, que poderá incluir a desvinculação do ProUni e a impossibilidade de adesão ao Fies por até três processos seletivos consecutivos.

 
Quinta, 02/02/2012 11h47
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Rafael Ceciliano
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greve-educProfessores da rede estadual de ensino decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (6). Centenas de alunos e funcionários da educação compareceram ao Jóquei Clube de Goiás, no centro de Goiânia, para definir o rumo da categoria.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego), Ieda Leal, o motivo principal da paralização foi a incorporação de gratificações ao piso salarial. A sindicalista destaca que a categoria pretende dialogar com o governador Marconi Perillo para tentar melhorar as condições para a classe.

“O motivo é o achatamento da nossa carreira, os administrativos que não fizeram a correção na data certa e a questão do quadro transitório. Não somos irresponsáveis", aponta.

Segundo a professora de história Iara Ferreira da Mata, a greve é um direito da classe, em virtude de bons resultados. “Tiraram os nossos direitos”, relata.

A estudante da Escola Estadual Ari Ribeiro (Finsocial), Joyce Barroso Reis é contra a paralização por prejudicar alunos. “Vai atrapalhar tudo e nós teremos que estudar nas férias. A greve deve ser justa”, afirma.
Secretaria da Educação

Governo

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou “que o Estado cumpre a Lei do Piso Salarial dos Professores, conforme compromisso firmado com a categoria. No mês de janeiro, foi aplicado o valor de R$ 1.395,00; em fevereiro, este valor será reajustado para R$ 1.460,00 - ambos superiores ao estabelecido pelo Ministério da Educação, que é de R$ 1.187,00. Somente a partir deste início de ano foram investidos, por parte do governo, mais de R$ 330 milhões – incluindo os valores do bônus Reconhecer – na valorização do profissional da Educação”.

A Secretaria de Estado da Educação afirma que "esta paralisação não se justifica e que tomará, portanto, todas as medidas legais cabíveis para restabelecer a rotina nas escolas da rede pública estadual. A secretaria também esclarece que antes da iniciativa do sindicato, deveriam ser esgotadas todas as possibilidades de diálogo, uma vez que este tipo de radicalidade não contribui em nada para a melhoria da Educação em Goiás. De acordo com a Secretaria, as mudanças salariais aliadas à política de desempenho dão novas perspectivas aos professores em Goiás e mantém todas as conquistas dos trabalhadores da educação no estado.

Com informações do repórter Samuel Straioto

 
Segunda, 30/01/2012 14h22
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Wellington Borges
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Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 80, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa Um Computador por Aluno (UCA).

“Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.

Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por prefeituras e governos estaduais - o número inclui máquinas que já foram solicitadas e estão a caminho das escolas. Considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos fundamental e médio, o número de estudantes que têm um computador em mãos hoje dentro da sala de aula representa menos de 2% das matrículas - se cada máquina estiver sendo utilizada individualmente, como previa o projeto original. Segundo Gotti, a intenção nunca foi universalizar o programa e levar os laptops a todos os alunos. O ministério defende que os tablets não virão para substituir os laptops, mas complementar as tecnologias existentes nas escolas.

“As políticas na verdade se complementam e a gente espera universalizar a tecnologia unindo os tablets, os laptops e os computadores de mesa. As tecnologias se somam e a gente trabalha com as alternativas disponíveis dentro da melhor realidade de cada ambiente”, explica o diretor do MEC.

O UCA começou a ser pensado em 2005, mas demorou a sair do papel, e as máquinas só chegaram aos estudantes em 2009. Os primeiros computadores foram distribuídos pelo MEC para alguns municípios e na segunda fase as próprias prefeituras adquiriram os aparelhos por meio de um edital organizado pelo governo que reduziu os custos. O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino consideradas prioritários pelo baixo desempenho nas avaliações, como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os governos estaduais possam comprar os equipamentos se tiverem interesse já está sendo produzido.

Às vésperas da chegada de uma nova tecnologia nas salas de aula das escolas brasileiras, ainda não há uma avaliação oficial dos resultados alcançados pelo UCA em termos de melhoria da qualidade do aprendizado. A percepção nas redes de ensino é que o equipamento desperta grande interesse nos alunos e dá mais motivação, diz Gotti.

“A Universidade Federal do Ceará (UFC) está fazendo esse trabalho de avaliação do UCA, mas não há resultados ainda porque faz pouco tempo que os laptops estão em uso. Mas em geral tem-se constatado que há muito interesse por parte dos alunos no uso do computador em sala de aula que foge daquele modelo tradicional do laboratório de informática. Ele traz um ganho em termos de curiosidade desse aluno que pode pesquisar e entender melhor os conteúdos”, explica.

Neste ano, o MEC divulga o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, indicador que mede a qualidade do ensino oferecido pelas escolas do país e é calculado a cada dois anos. Com esses dados será possível comparar se houve melhoria no desempenho das escolas que receberam os laptops entre 2009 e 2011.

A Agência Brasil visitou duas escolas que fazem parte do UCA e encontrou realidades diferentes a respeito do uso da tecnologia em sala de aula. Conheça as histórias do Centro de Ensino10 da Ceilândia, em Brasília (DF), e da Escola Municipal Jocymara Falchi Jorge, em Guarulhos (SP), além da opinião de especialistas sobre os impactos da tecnologia no aprendizado.

 
Segunda, 30/01/2012 12h41
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Josiane Coutinho
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Ieda Leal, presidente do Sintego (Sindicado dos Trabalhadores em Educação), revela que o sindicato já possui pauta de manifestações para reivindicar melhorias na carreira.

A professora conta que em fevereiro os professores deverão se unir para debater as alterações feitas pelo governo de Goiás que beneficia alguns trabalhadores e não o conjunto. “Teremos a presença de trabalhadores da educação de todo o estado”, diz.

Ieda declara que o sindicato não reivindica apenas a melhorias nos salários, mas, as condições de trabalho, como a estrutura de algumas unidades educacionais e falta de profissionais para compor o quadro, “As reformas das escolas que não acontecem”.

O governo pretende premiar os professores por assiduidade, Ieda explica que todo trabalhador, concursado ou não, tem obrigação de comparecer ao local de trabalho. Segundo ela, essa política nessa bonificação implantada pelo governo há equívocos, “O governo ao invés de cumprir o plano de carreira, fica criando situações”.

A educadora estende as críticas à assessoria governamental “Existem uns equívocos no percurso de avaliação do governo, por conta de uma assessoria que não entende o que é educação pública é de qualidade”. A professora diz que a melhoria salarial evita desgastes na classe, assim, o professor não precisaria trabalhar em duas ou três redes.

 
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