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Izadora Louise
Sexta, 18/01/2013 15h34
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Izadora Louise
Última atualização em Sex, 18 de Janeiro de 2013 15:44
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Ele tem apostado em voos mais altos. Jovair Arantes, Presidente Regional do PTB pode, ou não, estar com a faca e o queijo nas mãos. O resultado disso vai depender de como o líder do partido em Goiás vai saber usá-los.

Após anunciar os nomes do ex-prefeito de Itumbiara, José Gomes, atualmente no PP (por breve tempo, diga-se de passagem, já que há indícios que no dia 11 de abril, seu aniversário, ele se filie ao PTB) e do ex-prefeito de Luziânia, Célio Silveira, do PTB, como nomes fortes para disputa ao Palácio das Esmeraldas em 2014, a situação do PTB com as suas alianças pode mudar, e drasticamente.

Nota-se que o PSDB desistiu de lançar candidatura própria para prefeito em Goiânia com o objetivo de apoiar (e favorecer) o petebista Jovair Arantes. Mesmo derrotado, o deputado federal sempre fez questão de relembrar a experiência como candidato em 2012 para construir novos eixos em mandatos posteriores. Um destes mandatos, obviamente, seria uma candidatura do próprio Jovair ao governo do Estado daqui dois anos.

Ele alega que não, mas estremeceria uma aliança com o tucano sim. Até porque, apesar de todas as ondas políticas negativas que o governo de Marconi Perillo presenciou em 2012 ter fragilizado a candidatura do governador à reeleição, ainda assim o nome do peessedebista para continuar pelos próximos quatro anos no governo de Goiás está praticamente garantido.

Mas não pense Jovair Arantes que tendo o apoio de Brasília e da cúpula do governo estadual ao mesmo tempo, a posição ocupada pelo líder do PTB é folgada. Até porque uma bomba explodiu. E recentemente. Para ser mais exata, no berço do seu filho, na Secretaria Estadual de Cidadania e Trabalho.

A investigação que corre no Ministério Público Estadual sobre uma suposta fraude de cadastramento de pessoas para o programa Renda Cidadã (programa de transferência de renda do Estado), e que poderia visar o favorecimento de eleitores de um candidato a vereador de Aparecida de Goiânia, pode manchar o nome do titular da pasta, Henrique Arantes, deputado estadual licenciado pelo PTB, e consequentemente o pai Jovair Arantes.

Para voos altos, é necessário conhecer o ambiente, e garantir que o pouso vai ser seguro. Para essas ou outras situações, nunca é demais Jovair Arantes se lembrar daquele velho ditado: “Quem está de pé, cuidado para que não caia”.

 
Quarta, 12/09/2012 18h27
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Izadora Louise
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Vote Bin Laden, **051, Cleópatra, **666, Walt Disney, **111, Ganso Sem Limite, **777, Zé Catinga, **123, Zé do Lixo, **123. Esses são apenas alguns dos inúmeros exemplos de candidatos em todo país que lançam o nome (ou apelido) para conseguir o seu voto, eleitor.

Os asteriscos são para não divulgar completamente o número das figuras, mas ao mesmo tempo, comprovar que são candidatos, registrados no Tribunal Regional Eleitoral, e que fazem o possível, e o impossível, para conseguir uma cadeira na Câmara Municipal.

São candidatos de vários lugares do país, mas não se engane. Com todo respeito aos profissionais do humor, mas lugar de palhaço é no circo. Lugar de humorista de stand-up, é no palco. Lugar de gestor público, com propostas sensatas e sérias, neste caso, é na Câmara dos Vereadores.

Grande parte deles usa o pouco tempo que possui nas propagandas eleitorais, no rádio e na TV, para contar piadas ou cantar, mas não usa para aquilo que o povo precisa saber: propostas de uma gestão melhor. Promessa de quatro anos bem direcionados, e não apenas promessas, como também a prática e a garantia, assim que o candidato for eleito.

Não se engane eleitor, você é o maior prejudicado nesta história. É da sua cara que tiram sarro, zombam, e não respeitam. Não ria disso, pelo contrário, exija compromisso, ação, e propostas concretas, logicamente, dentro dos limites de possibilidade de um município.

Baseando-se na candidatura, e eleição do agora deputado federal por São Paulo, Tiririca, do PR, muitos cidadãos brasileiros devem ter acreditado na liberdade que a política pode oferecer, e com isso, dois anos depois, nas eleições municipais, se lançaram com nomes absurdos e bizarros.

Eles podem ganhar. O eleitor tem ficado desacreditado com a política brasileira, infelizmente. Mas política é coisa séria, pois mexe com a qualidade de vida da sociedade. As pessoas que colocamos na Câmara, ou na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, ou Senado Federal são aquelas que confiamos que vão lutar por uma saúde decente, educação de qualidade, segurança pública bem gerenciada, política habitacional que beneficie a quem realmente precisa, transporte público que respeita o cidadão, dentre outras atribuições.

Cada um no seu departamento, com a devida responsabilidade. Vote com consciência, caso contrário, de nada adiantará o nariz de palhaço que o cidadão coloca ao manifestar por algo que é seu por direito. Eleitor, exija respeito.

 
Quarta, 22/08/2012 13h56
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Izadora Louise
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Cuidado social. Duas palavras que apesar de simples, denotam uma dificuldade considerável. Os governos, no âmbito federal, estadual e municipal, lutam para manter um equilíbrio razoável diante das necessidades destacadas na sociedade.

A ajuda social por parte da gestão pública vai de compromissos com entidades filantrópicas e associações representativas de direitos, contribuição para moradia da classe mais pobre, até medidas de aumento de vagas em centros carcerários.

“Antes prevenir do que remediar”. Este é um ditado popular, e por sê-lo, torna-se conhecido por muitos. Apesar da ação e até dos bons números em resultados estatísticos, teria sido bem melhor prevenir, do que remediar, ou correr atrás do erro já cometido.

A questão aqui não é temporal, e eu não dou destaque apenas às responsabilidades dos poderes federais, estaduais e municipais que atuam atualmente. Se há um erro, com certeza não é só deles. Trata-se de uma questão atemporal, que nasceu há muitos e muitos anos atrás, com a falha de quem viveu nesta época. O fato que houve continuidade no erro, e assim vemos hoje.

A começar pela população carcerária em Goiás, até que ponto aumentar o número de vagas para detentos seria a melhor maneira de “segurá-los” do crime? Não tem como todo ano a gestão pública anunciar aumento de vagas e construção de novos presídios sem que haja um trabalho preventivo, como forma de impedir o crescimento da população carcerária. Antes de planejar mais espaço, o ideal seria criar um trabalho de conscientização da sociedade, que por sua vez, deveria ocorrer desde o início da vida, na inclusão do ser humano no meio social, tornando-se assim, um cidadão.

De acordo com dados da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal, são mais de 11 mil presos nas 78 unidades prisionais no Estado, administradas pela AGSEP. A previsão é para construção de mais de 1.000 vagas em quatro novos presídios em Goiás.

Pelo lado da cidadania e trabalho, também pesa a falta de educação e oportunidade que deveriam ser garantidos por lei aos cidadãos. É necessário extirpar um câncer que se alastra por todo país. O câncer da conformação, tanto da parte do beneficiário, quanto da parte do beneficiador.

O primeiro acha suficiente o que recebe de ajuda de custo, o segundo acha o mesmo em relação aos cuidados de atenção. A tal da conformação em um país como o Brasil, absolutamente rico em natureza, mas por outro lado, corrupto em caráter, faz com que haja uma estagnação, aliada, obviamente, à conformação.

A solução não seria em o beneficiário receber mais, e o beneficiador abrir mais a mão. Faliríamos, moral e financeiramente. Talvez um investimento maior em política de educação (prevenir) do que em uma política de suprimento de necessidades (remediar), começaria a reverter esta situação.

Por outro lado, existe a política de habitação. Cerca de 500 famílias que ocupam um terreno no Bairro São Carlos, em Goiânia, denominado Residencial JK, tem prazo para desocupação, em 30 dias. Dificilmente a prefeitura vai deixar tais famílias sem destino, todavia este é só mais um exemplo de muitos outros que se alastram pelo Brasil, em busca de teto.

Onde foi que erramos? Na burocracia? Briga política? Lentidão nas decisões? Inclua-se como também responsável pelas mudanças no seu país. Você é uma parte dele. Apesar de serem mais de 500 anos de história, nunca é tarde demais para apagar o erro, e tentar novamente.

 
Segunda, 14/05/2012 11h25
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Izadora Louise
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Assunto que é sério precisa ser tratado com sobriedade. Eu me lembro que o filme “Turistas”, de 2006, gerou polêmica e descontentamento por parte dos brasileiros, ao retratar o tráfico de órgãos que acontece no Brasil, de maneira muito forte.

O longa conta a história de três turistas norte-americanos que vêm visitar o nosso país tropical, e diante de uma situação, são dopados e “roubados”, para então passarem pelo processo do tráfico de humanos.

Cabe ressaltar que o tráfico de seres humanos se baseia em três frentes principais: a exploração sexual de mulheres, o tráfico de órgãos, e o trabalho escravo. Poucos têm conhecimento, mas Goiás lidera o ranking de estados brasileiros com maior índice de mulheres que vão para o exterior e são vítimas de exploração sexual.

Em média, 75 mil mulheres brasileiras sofrem de exploração sexual no exterior, segundo dados de entidades nacionais que lutam contra o tráfico. O tráfico de pessoas no mundo atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas.

Apesar do descontentamento dos brasileiros em relação ao filme, a história retratada é real, e arrisco até dizer que os estrangeiros possuem mais conhecimento da força do tráfico de humanos aqui no Brasil, do que os próprios brasileiros. Por quê? Pelo simples fato de o governo, no seu âmbito federal e estadual, ainda não possuir força suficiente para conter este tipo de tráfico, que só fica atrás do tráfico de drogas e de armas de fogo.

Por Goiás ser considerado um dos estados que possui índice forte na exploração sexual de mulheres em outros países, em entrevista, o Juiz Rinaldo Aparecido Barros, destacou que será realizado aqui, nos dias 14 e 15 de maio, o Simpósio Internacional sobre tráfico de pessoas, com a presença de especialistas no caso, autoridades jurídicas e políticas, com o único objetivo de tomar medidas emergenciais de repressão, para conter um crime brutal, além de fazer um painel sobre o funcionamento da rede de tráfico atualmente. Umas das medidas já sugeridas pelo Juiz Rinaldo Aparecido seria o aumento da pena para pessoas que cometem tal crime. Hoje, a pena gira em torno de 4 a 14 anos, em regime fechado.

Assunto que merece atenção antes, durante e depois do Simpósio, afinal, o tráfico de pessoas está mais próximo do que nós mesmos imaginamos.

 
Quinta, 22/12/2011 19h27
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Izadora Louise
Última atualização em Sex, 23 de Dezembro de 2011 06:52
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Após cinco meses em contato com a população de rua, pude perceber que grande parte é vítima da sua própria escolha. No entanto, vale ressaltar que existem os que por iniciativa desejam se reinserir na sociedade.

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva destacou durante a apresentação do Programa “Fome Zero” a seguinte frase: “Precisamos vencer a fome, a miséria e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém, é para salvar vidas”, concluiu.

Desta maneira que o governo federal deu o pontapé inicial, durante a gestão petista no Brasil, para conter a fome e a miséria, aliada à moradia de rua. Convergindo para a capital goiana, percebe-se que a sociedade goianiense tem combatido cada vez mais a mendicância, e evitado doar esmolas em semáforos, ou em outros pontos da cidade. Apesar do crescimento da conscientização, este índice precisa aumentar.

Em nível não apenas de Goiânia, como de Brasil, a exclusão social se faz presente na vida destes moradores de rua. Tal exclusão é construída por meio do acúmulo de preconceito, vício em drogas, alcoolismo, invisibilidade, pobreza, e a falta de cidadania, como o direito à moradia.

A princípio, esta exclusão possui raízes profundas, da época do Brasil Colonial, em que os europeus se julgavam “superiores” aos então denominados negros africanos e indígenas brasileiros, submetendo-os às atitudes escravas e à violência física e moral. Com o decorrer dos anos, esta exclusão social foi se moldando à maneira como a sociedade se desenvolvia, tendo a sua forma como vemos atualmente. Existe a possibilidade de a exclusão social continuar se adaptando à medida que a sociedade mudar. Para pior, ou para melhor. Evoluindo, ou regredindo.

Independente do modo como a sociedade vai lidar com a população de rua nos grandes centros, cabe aqui alertar constantemente as autoridades responsáveis pelo cuidado, para que os programas lançados em prol dos moradores de rua continuem vingando, afinal:

“Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à VIDA, à LIBERDADE, à IGUALDADE, à SEGURANÇA e à PROPRIEDADE [...]”.

Art. 5º Constituição Federal de 1988.

 
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