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O jornalista Amauri Garcia aborda informações sobre diversos assuntos, incluindo destaques do programa Primeiro Lugar, que ele apresenta de segunda à sexta-feria, a partir das 14h30.

 

 
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Quanto vale uma vida?

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Tomo este espaço para questionar a você, internauta, sobre o nosso comportamento neste chamado "mundo moderno". Quanto vale uma vida? Um retrovisor quebrado numa simples colisão de veículos em SP? Uma agressão com capacete por parte de um motociclista num problema de trânsito em Goiânia? Uma propina a policial no atropelamento em um túnel do RJ? A solução definitiva pra resolver questões de paternidade, no caso Elisa Samudio? Ou simplesmente empurrar o carro pra dentro de uma represa com uma pessoa baleada dentro?

Quanto vale uma vida, afinal? Citei alguns dos milhares de exemplos que mereceriam destaque nesta questão. Anônimos ou não, vítimas conhecidas ou não, a vida nesses casos não passou de um valor ínfimo, ridículo e banal.

Será que estamos voltando aos tempos da barbárie, dos duelos? Já imaginou descer a Avenida Goiás e se deparar com duas pessoas resolvendo alguma contenda num duelo com armas?

Coisa de Velho Oeste? Não, internauta, infelizmente não. São fatos corriqueiros noticiados todos os dias. Nada está fora do alcance de algum maluco que sai de casa com a necessidade de resolver algum problema, por menor que seja, por outros caminhos que não seja o diálogo franco e aberto.

O que dizer de um motorista que sai disparando tiros contra um automóvel que acabou de encostar no retrovisor de seu veículo? Um homem de 50 anos de idade. Meio século de vida e ainda não aprendeu a lidar com pessoas. E pior, sem posse de arma. Esse rapaz matou um pai de família no interior de São Paulo depois de ferir o filho da vítima, de apenas 14 anos. Tudo com a testemunha estupefata da esposa e dos outros filhos bem no Dia dos Pais.

Pra mim, quem sai armado de casa e não tem posse de arma ou não trabalha com ela, está mal intencionado. Não a utiliza como defesa, mas como instrumento de ataque. Está disposto a acioná-la no primeiro embate, na primeira discussão.

Em seu livro "A Mosca Azul", o escritor Frei Betto confessa que já deu Graças a Deus várias vezes por não estar armado no trânsito. Ele sabe que não somos confiáveis. Não sabemos quais são nossos limites. Talvez porque não temos o discernimento para defini-los.

É este exercício que precisamos fazer. O simples respeito ao próximo está fadado ao fracasso na medida em que não buscamos o diálogo e tentamos impor nossas próprias regras de convivência.

A mudança começa agora, neste momento. Teria que começar ontem. Tem que começar quando nascemos ou quando nossos filhos vêm ao mundo. A mudança é de berço. Mas também de vontade de enxergar coisas simples na vida.

Da revisão dos conceitos pode nascer um novo mundo. Por que não começar esse exercício já? Você pode evitar novas desgraças e muitas lágrimas com uma simples decisão: o respeito ao próximo.

Parece mentira

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Dei essa notícia no Programa Primeiro Lugar desta terça-feira, 20: na cidade americana de Sullivan's Island, no estado da Carolina do Sul, uma lei proíbe assoviar ou cantarolar pelas ruas. A multa pode chegar a U$500 (quase R$900). Apesar da bizarrice, a cidadezinha de 2 mil habitantes não é a única. As cidades de Richton Park, em Illinois, Florence, no Kentucky, e La Mirada, na Califórnia, estão entre as que proíbem assobios ou cantorias nas ruas.

Mas há outras leis nos EUA igualmente escrotas. Em Miami, por exemplo, é proibido imitar sons de animais. No Illinois, todo veículo deve ser dirigido com o uso do volante (???). No Kansas, é proibido montar búfalos nas ruas.

Já em Wyoming, é proibido tirar fotos de coelhos entre janeiro e abril sem licença especial. Pessoas que molestarem ou ameaçarem borboletas em Pacific Grove, na Califórnia, estão sujeitas a multa de até U$500.

Sabe onde você jamais pode amarrar um jacaré a um hidrante? Na famosa cidade de New Orleans. As mulheres mais sensíveis se dariam bem no estado da Virgínia, onde é proibido fazer cócegas nas mulheres.

E um recado aos terroristas: quem explodir uma bomba nuclear em seu território no município de Chico, na Califórnia, poderá levar uma multa de U$500. Só gostaria de saber quem pagaria essa multa, porque uma explosão nuclear acabaria com uma cidade inteira. E se não for nuclear, não tem multa?

Eu gostei do tema e vou continuar pesquisando o assunto. Se você tiver algum exemplo, mande pra comentarmos.

Para Bispo, sim. Para Bruno, não.

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Escrevi outro dia nesse blog que o mundo estava mudando. Na verdade, fiquei empolgado com a decisão de que a Lei Ficha Limpa já valeria para estas eleições. Tudo perfeito, mas só no papel. Confesso achar que essa Lei, que nasceu de uma iniciativa popular, não deverá sair dos escritos. As liminares começam a surgir e alguns dos possíveis "fichas sujas" poderão disputar o voto dos eleitores tranquilamente.

Há de se ressaltar que a lei coloca num mesmo balaio todo e qualquer candidato que tenha um mínimo de problema com a justiça. Não importa o que ele fez. Basta que tenha alguma pendência judicial para que seu nome seja passível de impugnação.

Sem uma melhor definição nesse critério, fica complicado separar o joio do trigo. O problema de uma dívida pecuniária na Justiça Eleitoral é muito diferente, por exemplo, de um caso de improbidade administrativa. Mesmo assim, ambos os casos vão para o mesmo item: Ficha suja.

Mas, fiz esse preâmbulo não para criticar a citada lei, mas para falar da Justiça Criminal. Nos últimos dias, só se fala em caso Bruno e caso Mércia. O primeiro dispensa comentários. No segundo, porém, o principal suspeito do assassinato da advogada Mércia Nakashima, cujo corpo foi encontrado dentro do próprio carro, submerso em uma lagoa próxima à capital paulista, está livre. O ex-policial e advogado Mizael Bispo, que também era namorado da vítima, estava foragido havia dias, depois que teve sua prisão preventiva decretada. Mesmo assim, a Justiça lhe concedeu habeas corpus e ele já está de volta ao trabalho em seu escritório.

Interessante que o vigilante Evandro Bezerra Silva, preso por suspeita de participar do crime, e que em depoimento disse que Mizael matou a ex-namorada, continua preso em SP. Dá pra entender? O principal suspeito, que não cumpriu um mandado de prisão preventiva e estava foragido, conseguiu liberdade. O que teria ajudado a cometer o crime continua preso sabe-se lá até quando.

Penso que só o fato de alguém não cumprir uma determinação judicial já seria empecilho para obter benefícios que revogassem essa mandado. Isso me parece claro. Mas, infelizmente, estou errado. Acho que a Justiça só deveria analisar o pedido de habeas corpus de Mizael depois dele preso. Foragido é foragido. Primeiro, proceda o cumprimento do mandado, para depois analisar o hc. Se sou mal informado ou inocente na minha presunção, é fruto da minha ignorância na Teoria do Direito. Mas não vejo nenhum critério de justiça nessa liberdade concedida a Mizael Bispo. E olha que o Ministério Público diz ter elementos suficientes para denunciá-lo pelo crime.

Por extensão, o goleiro Bruno é, como Mizael, também suspeito de ter cometido um crime. Não está totalmente comprovada sua participação no caso que chocou o país. Mas ele continua preso depois de ter negado um pedido de hc.

Ah, sim, os casos são diferentes. Mas enquanto um suspeito de um crime, que diz ser inocente, amarga numa cela, outro suspeito (de outro crime), que também diz ser inocente, está de volta ao trabalho depois de alguns dias de férias forçadas fugindo da polícia.

Não foi à toa que Márcio Nakashima, irmão de Mércia, deixou o Tribunal de Justiça de SP chorando ao saber do hc concedido a Mizael Bispo. Lamentavelmente, a sensação de impunidade ainda está nosso inconsciente coletivo.

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